Sou carta fora do baralho. Não posso pensar em vida amorosa.
Preciso pensar em vida. Antes de mais nada, em minha vida.
Desde o advento do Bartolomeu em meu cérebro, faço de meus
relacionamentos praticamente o que sempre fiz. Nada. Agora um
pouco mais, pela falta de autonomia, força, pela falta de saúde.
Nunca investi muito em relacionamentos. Um pouco mais vejo
que investi em amizades. Vários amigos. Várias amigas. E eis
que chegamos ao cerne deste texto. Como um guerreiro fora
do campo de batalhas sentimentais, mais com uma voz feminina,
o "Meu Diário" aqui concorda e sai a favor do sexo frágil.
Chega de bunda-molice. Chega de covardia. De medinhos.
De incertezas, inseguranças, joguinhos, viadice. Ser homem
não é uma promoção. É se posicionar, falar o que pensa, pensar
para falar, não só falar, mas agir. Agir de acordo com o que você
pensa, crenças, ideais, os velhos e bons princípios. Porra, só isso.
Me deixa puto ver agora o que tem que ser feito e não fazê-lo
porque a saúde não me permite. Ver mulheres bacanas se tornando
cada vez mais fortes e decididas e homens, bichinhas aborrecidas.
Pode dizer do homem que lhes diz isto o quê for. Pode dizer que
nunca levei nada a sério, que não quis nada com nada, canalha,
cafajeste, putanheiro , qualquer coisa pode ser dita. Menos que
não fui homem, menos que não falei o que achava, pensava e queria.
Mesmo não saber o que quer já é saber de algo desde que dito
com honestidade e transparência. Vamos lá amigo, seja homem.
É difícil, mas sei que você consegue.






















